Meu agradecimento à Sociedade Literária, que soube acender ainda mais em mim o desejo pela leitura. Um desejo que não se encerra no saber acumulado, mas que se refaz a cada encontro com o texto, a cada pergunta que insiste, a cada silêncio que se sustenta. Ler, aqui, não é atravessar palavras apressadamente, mas deixar-se tocar, deslocar, surpreender. É permitir que o texto opere, produza marcas e convoque o pensamento.
Esse espaço de troca e circulação da palavra reafirma que o desejo de ler é também desejo de escutar, de pensar e de se reinventar. Retorno com vocês em fevereiro, mas sigo por aqui, entre livros e palavras, lendo, escrevendo — ou talvez tecendo — aquilo que faz sentido para mim e para a minha prática clínica. Que esse encontro com a literatura continue abrindo caminhos e sustentando o prazer de ler.